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terça-feira, 12 de junho de 2012

Figuras de Linguagem

Figuras de som

  • Aliteração: é a repetição de sons consonantais semelhantes. Ex:
           " E tia Gabriela sogra granadeiras grasnou graves grosas de infâmia."
    
O uso de diferentes recursos sonoros intensifica o sentido daquilo que é afirmado. Assim como a constante repetição do som gr enfatiza a noção de raiva, agressão que as palavras de tia Gabriela expressavam.

  • Assonância: é a repetição de sons vocálicos semelhantes, em geral na sílaba tônica, de diferentes palavras usadas em uma construção. Ex:
            " Caminhando contra o vento / Sem lenço e sem documento / Num sol de quase dezembro / Eu vou."

Nesse caso, a assonância marca uma marcha, uma caminhada, relacionando-se ao sentido do texto.

  • Paronomásia: é o uso próximo de palavras com sons parecidos, mas significados distintos. Ex:
             " Berro pelo aterro pelo desterro / berro por seu berro pelo seu erro / quero que você ganhe que você me apanhe / sou o seu bezerro gritando mamãe."
         
A paronomásia entre os termos nesse trecho provoca um efeito de sentido que intensifica o "berro" emitido.

Figuras de construção

  • Elipse: a omissão de um termo que pode ser inferido por meio do contexto. Ex:
"Eu (sou) tantas vezes irrespondivelmente parasita."

  • Zeugma: a omissão de um  termo já citado anteriormente. Ex:
"Que confessasse não um pecado, mas (confessasse) uma infâmia."

  • Polissíndeto: a repetição de um elemento conectivo, ligando termos da oração ou elementos em uma estrofe ou período.

  • Anáfora: a repetição de uma palavra no início de diferentes versos ou frases.

  • Inversão: alteração da ordem direta dos termos de uma oração ou frase, onde o termo deslocado recebe maior ênfase na leitura. Ex: "Da minha vida cuido eu."

  • Anacoluto: "quebra" da estrutura sintática da frase por meio do acréscimo de um termo solto ou pela mudança repentina de determinada construção sintática. Ex: " Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida..."

  • Personificação: atribuição a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. Ex: O coração chora.


Orações Subordinadas Adverbiais

As orações subordinadas adverbiais são assim chamadas porque:

Oração: porque possuem um verbo
Subordinada: porque exerce a função de um termo da oração principal
Adverbial: porque exerce o papel de um advérbio ou adjunto adverbial

Elas podem exprimir diversos sentidos, podendo ser classificadas por: condição, comparação, tempo, concessão, conformidade, proporção, consequência, causa e finalidade.

Oração Subordinada Adverbial Condicional

É aquela que apresenta uma condição para que o fato apresentado na oração principal aconteça. Ex:

"Se aparecer alguma coisa interessante, me acorda."

Conjunções: se, desde que, a menos que, contanto que, caso, sem que, não fosse, entre outras.

Oração Subordinada Adverbial Comparativa

É aquela que apresenta uma comparação entre o fato que nela e expressa e o fato expresso na oração principal. Ex:
"Os muros gretados são muito mais belos que os muros lisos (são)."
É bastante comum a oração comparativa deixar o verbo subentendido, como nesse exemplo.

Conjunções: (mais) ... (do) que, (menos)... (do) que, (tão)... quanto, como, tal qual, entre outras.

Oração Subordinada Adverbial temporal

É aquela que localiza no tempo o instante em que ocorre o fato apresentado na oração principal.Ex:

Quando se soube na aldeia, houve fúria.

Conjunções: quando, enquanto, sempre que, logo que, até que, desde que, entre outras.

Oração Subordinada Adverbial Proporcional

É aquela que estabelece uma relação d e proporção (aumento ou diminuição) com o que é expresso  na oração principal. Ex:

À medida que ria, mais fraco me sentia. 

Conjunções: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto mais), quanto menos... (tanto menos).

Oração Subordinada Adverbial Concessiva

É aquela que apresenta um fato que poderia impedir a ocorrência do ouro expresso na oração principal, mas não impede. Ex:

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e distância digam não.

Conjunções: embora, mesmo que, ainda que, conquanto, se bem que, por mais que, nem que, entre outras.

Oração Subordinada Adverbial Conformativa

É aquela que estabelece uma relação de conformidade com o que é expresso na oração principal. Ex:

Faça, como eu digo.

Conjunções: conforme, como, segundo, tal qual.

Oração Subordinada Adverbial Consecutiva

É aquela que exprime a consequência do fato expresso na oração principal. Ex:

O livro era tão bom que li de um só fôlego.

Conjunções: (tanto)... que, (tal)... que, (tão)... que, de modo que.

Oração Subordinada Adverbial Causal

É aquela que expressa a causa, o motivo pelo qual aconteceu o fato apresentado na oração principal. Ex:

Ele não trabalha, porque não precisa.

Conjunções: porque, como, uma vez que, já que, visto que.

Oração Subordinada Adverbial Final

É aquela que expressa a finalidade, o objetivo do fato expresso na oração principal. Ex:

Faremos o possível para que todos assistam a apresentação.

Conjunções: a fim de que, para que, que.

Fonte: Livro Didático Positivo