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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dissertação

A dissertação é um gênero utilizado geralmente na terceira pessoa, para discorrer sobre determinado assunto, apresentando argumentos, informações verídicas, possuindo credibilidade, e assim tem a função de informar e convencer o leitor a respeito de uma opinião, mas demonstrando-a com impessoalidade e imparcialidade. Veja o texto a seguir por mim redigido que trata sobre o próprio ato de escrever.

Escrita: a marca do homem


       O ato de escrever é algo que já nasce com o ser humano, sendo aperfeiçoado ao longo do tempo, de acordo com a prática do indivíduo. Para isso, a leitura se torna um fator indispensável, pois é ela que norteará os demais escritos.
       
        Acima de qualquer outro interesse ou finalidade, a escrita deve partir do interior, obedecendo às devidas inspirações de quem escreve. Isto possui uma imensa importância, pois uma leitura só se torna deleitosa e agradável quando as palavras utilizadas realmente expressam o que se passa na mente do autor.

        Talvez por esse motivo a escrita é, para alguns, um ato prazeroso e espontâneo, como uma forma de libertar seus pensamentos e sentimentos. E, por essa mesma razão, muitos outros repudiam o escrever, pois não é tão simples materializar com exatidão aquilo que sentem.

       A escrita também pode ser observada de forma profissional,em que o escritor deve deixar de lado parte da sua espontaneidade e liberdade, visando atingir seu objetivo. Apesar disso, a sua essência e originalidade devem ser preservadas para que a leitura seja apenas uma mera combinação de palavras.

        Mediante todos os aspectos apresentados, é possível inferir que escrever não é uma prática superficial, mas profunda e abrangente. E a dificuldade se torna ainda maior quando o assunto a ser tratado é a própria escrita. A explicação mais favorável para tal complexidade é a necessidade de desvendar os mais enraizados mistérios da mente humana.

        Tudo isso faz da escrita um dos bens mais preciosos que o homem pode possuir, é a preservação da sua herança, é o legado deixado pela humanidade e para a humanidade. Afinal, interpretar as palavras é compreender uma relevante parte do ser humano.

Crônica de Opinião

Em geral, a crônica é um texto como qualquer outro em prosa, porém mais curto e objetivo, tratando de fatos e ocorrências do dia-a-dia. Existem inúmeros gêneros de crônicas, jornalística, descritiva, opinativa, dissertativa, argumentativa, narrativa, etc., atendendo a sua finalidade. A produção textual a seguir parte da frase de Robert M. Pirsigo: "Quando uma pessoa sofre um delírio, chama-se loucura. Quando muitas pessoas sofrem um delírio, isso se chama religião." Tecendo a minha opinião a respeito desse tema, e obedecendo às características da crônica, escrita em primeira pessoa, obtive o seguinte resultado:

Religião versus Alienação


        A visão que se tem hoje por parte da maioria das pessoas a respeito da religião é quase sempre associada à alienação. De fato, isso é uma realidade na maioria das instituições religiosas. Seus representantes escolhem e definem as suas próprias teses e "verdades", tentando introduzí-las a qualquer custo na mente dos fiéis.

        Mas se a Bíblia é uma só e todos acreditam no mesmo Deus, por que existem tantas religiões? É justamente a resposta a essa pergunta que pode diferenciar as crenças racionais da subordinação. É simples: cada denominação procura na palavra considerada santa, aquilo que lhe agrada e atende a seus próprios interesses, e trata de encobrir o que não lhe satisfaz.

        Dessa maneira, as doutrinas e teses são diferentemente apresentadas em cada lugar, e os encarregados de fazê-lo necessitam dominar a técnica de convencimento do seu público. A forma como estes mostram as suas crenças, mesmo que saibam não ser verdadeiras, é muitas vezes capaz de conquistar inúmeras pessoas.

        Assim, praticamente cegas, as pessoas se esquecem de abrir a mente e analisar fielmente as Escrituras. Se simplesmente fosse dedicado tempo para a sua leitura, certamente a fé seria racionalmente desenvolvida, pois as informações são claras por demais.

        Quando essa prática for adotada, dificilmente existirá tal alienação, pois todos acreditariam e viveriam nos mesmos princípios, sem tendências a priorizar os interesses egoístas alheios. Mas ainda assim, tudo dependeria unicamente da fé, a convicção daquilo que não se vê, apenas se sente.

Texto Jornalístico - Humorístico

Neste caso, temos uma produção textual que deveria seguir os padrões de formalidade de um texto jornalístico, ou seja, apresentar as informações claras e objetivas, dados, linguagem formal, etc., mas tratando de um tema fictício e com certa dose de humor. Em suma, o objetivo era descrever uma situação surreal como se fosse algo comum e normal do dia-a-dia. Inspire-se na minha produção, que segue as normas como se fosse publicada em uma revista ou jorna impresso.


Noiva desencantada, cerimônia frustrada


Repórter: ____________________

      Familiares e convidados para o matrimônio do príncipe Fernando Ludy Briado e da princesa catarina Lambis Góia, ocorrido, ontem, na Catedral Santa Misericórdia, não esperavam uma cena tão insólita como a que aconteceu após o beijo nupcial.

      A igreja estava ricamente ornamentada à espera dos convidados que começaram a chegar por volta das 19:30 min. Logo o local estava repleto de pessoas que aguardavam ansiosos a chegada dos noivos para o tradicional cerimonial.

      Próximo às 20:30 min o casal real chegou à Catedral, iniciando a majestosa entrada pelo tapete vermelho rodeado de rosas. Seguiram todos os procedimentos do protocolo da realeza e fizeram os votos matrimoniais perante todos.

       Enfim chegou um dos momentos mais belos da noite, o beijo apaixonado dos recém-casados. Porém a multidão ficou atônita e desesperada ao notar que Lambis Góia havia se tornado em um repugnante anfíbio conhecido como sapo.

       Imediatamente toda a equipe médica foi mobilizada, mas nada puderam fazer pela princesa. Cientistas e pesquisadores foram convocados a estudarem o caso, mas também não decifraram-no, alegando ser apenas uma "sapitite genética adquirida".

       Podia-se ouvir as queixas, lamentos e mexericos dos convidados, que tanto relutaram para que Ludy Briado beijasse novamente sua esposa. Ele, por sua vez, prezando a ética de um príncipe, se recusou a fazê-lo e ainda acusou a princesa de desrespeito às normas reais.

      A pequena "sapa" foi algemada e conduzida por policiais até a delegacia, onde ficou detida. Mesmo solicitando um advogado, não lhe concederam,pois este deveria ser da sua espécie. O caso aguarda futuras evidências e testemunhas que decidirão o futuro de Catarina. 

Narração Descritiva

Mostrarei agora um exemplo formulado a partir de uma proposta narrativa,onde o texto deveria ser descritivo, baseado e inspirado no poema do reino do Aqui-Pode, se não me engano, escrito por Carlos Drummond de Andrade. Imagine que você teve a oportunidade de passar um dia neste reino, e assim conte como foi sua experiência, do que brincou, quem encontrou, o que comeu, o que sentiu ao chegar e ao sair, o que admirou e o que não gostou. Note que este texto permite a utilização da primeira pessoa, e também possibilita a inserção de diálogos. Aconselho-te redigir um texto seguindo essa proposta e em seguida compará-lo ao seguinte, por mim produzido. Lembre-se que, apesar de usar a linguagem culta, este estilo permite-lhe o uso de uma linguagem mais acessível e simples, não esquecendo-se das devidas pontuações e correções gramaticais.

O dia quase Perfeito

Um dia sonhado por todos; adultos, crianças e velhinhos; um dia de plenas realizações dos mais exóticos desejos. Aparentemente uma utopia,mas isto é possível no Reino do Aqui-Pode, um lugar não muito distante onde se pode fazer de tudo.

Logicamente, não poderia escolher melhor presente de aniversário do que passar um dia nesse mundo fantástico. Desde o momento em que fitei aquele paraíso com meus próprios olhos, senti um prazer inexplicável dentro de mim, uma sensação de liberdade e poder.

Decidi que aproveitaria ao máximo todas as possibilidades que estivessem disponíveis, encontrei-me com outros convidados extasiados e logo buscamos nos divertir. Todas as brincadeiras da minha infância lá estavam, e senti um vigor suficiente para desfrutá-las. É difícil imaginar um adulto, beirando os quarenta anos, pulando corda, jogando pião, disputando bolas de gude ou estourando balões de água, mas ali tudo pode.

Não havia momento para as refeições, mas a comida estava em todo lugar, bastava sentir fome. Os doces e guloseimas tinham um sabor incomparável, os manjares e sobremesas pareciam ter vindo diretamente do céu. E não importava o quanto comesse, nunca estava satisfeito, e sempre havia espaço para mais delícias.

O mais interessante que há no reino é que apenas uma coisa não é permitida: a desarmonia, lá não existem brigas ou nenhum tipo de discórdias, todos vivem em paz. Porém, toda realidade de fantasias tem seus defeitos, e no Aqui-Pode cada um escolhe seu nome e sua aparência, por isso há muita gente sem personalidade.

A vida nesse lugar é quase perfeita, pois todo ser humano sonha em ser completamente livre. Mas quando o sol começou a se pôr no horizonte do Aqui-Pode, fui envolto por um pesar enorme, sabendo que voltaria à minha velha vida, e infelizmente percebi que mais uma coisa era impossível: permanecer ali.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Future Time

Na língua inglesa, há duas formas de se representar o tempo futuro, com will ou com be going to. \vamos entender agora a diferença entre eles, quando  e como usar cada um.

1 - Will
Usado para tratar de ações futuras não planejadas, para se referir a decisões tomadas no momento da fala. Futuro incerto.

Saberemos quando usar o will através das expressões de tempo que aparecerem na frase indicando INCERTEZA:
Probably
Don't know
Doesn't know
Not sure

Formação: will + verbo (sem TO)
Negativa: will + not = won't
Interrogativa: inversão do will com o sujeito

2 - Be Going To
Usado para tratar de ações futuras planejadas. Futuro certo.

Do mesmo modo existem expressões que indicam CERTEZA:
Sure
100% sure
Of course
Definitely

Formação: Am/Is/Are + going to + verbo
Negativa: Am not / Isn't / Aren't + going to + verbo
Interrogativa: inversão de Am/Is/Are com o sujeito

Exemplos

Use o futuro com will ou com be going to para completar as sentenças.

a) Maybe she __________ (to travel) to Miami in December.
b) I probably _____________ (to go) to my parents house tomorrow.
c) She's sure he ___________ (to visit) his son in the hospital.
d) Of course I ____________ (to go) to your party.
e) Definitely they ___________ (to study) harder.

R: a) will travel
b) will go
c) is going to visit
d) am going to go
e) will accept
f) are going to study

terça-feira, 9 de julho de 2013

Funções de Linguagem

As funções de linguagem são referentes,como o próprio nome já diz, ao objetivo que cada tipo de texto apresenta,o que ele visa alcançar e o que passa para o leitor ou receptor da mensagem.
Para entendermos melhor esse assunto,vamos relembrar dos elementos necessários para que ocorra a comunicação,verbal ou escrita.

O emissor, ou locutor, é aquele que envia a mensagem. Ex: o autor de um livro, a pessoa que fala,etc.
O destinatário é aquele que recebe essa mensagem. Ex: o leitor de um texto, a pessoa que ouve, etc.
O canal é o meio pelo qual a mensagem é enviada. Ex: livro, internet, revista, celular, etc.
O referente é o assunto, ou seja, o tema sobre o qual a mensagem irá tratar.
A mensagem é todo o conteúdo transmitido.
O código é o modo como a mensagem é codificada. Ex: palavras, língua portuguesa, sinais, etc.

Tendo em vista esses elementos, podemos compreender melhor as diferentes funções que a linguagem pode exercer.

Função Emotiva ou Expressiva

Essa função,como o nome sugere, é usada para retratar sentimentos e expressar ideias e pensamentos a respeito de si mesmo, e é feita exclusivamente na primeira pessoa do singular ou plural. Portanto, está centrada no emissor. Ex:

"Passei por momentos difíceis na minha vida, e achei que não conseguiria continuar, mas lutei contra esses pensamentos negativos e finalmente consegui alcançar a vitória."

Função Apelativa ou Conativa

A função apelativa tem por objetivo convencer alguém a fazer ou adquirir algo, logo existe o predomínio dos verbos no imperativo e linguagem na segunda pessoa. É muito encontrada em propagandas publicitárias, comerciais, sermões,etc. Também é comum o uso de vocativos, assim está centrada no receptor. Ex:

"Amigo, o que está esperando? Corra já para a nossa loja e aproveite os maiores descontos da cidade."

Função Fática

Está centrada no canal pelo qual a mensagem é veiculada, e ocorre geralmente quando há ruídos que atrapalham a comunicação. É usado para prolongar, testar ou interromper esta comunicação. É comum a utilização de interjeições e ao falar ao telefone, em saudações, bate-papo, etc. Ex:

"Alô! Quem está falando? Tá entendendo? O que?"

Função Poética

Essa função está relacionada às poesias e textos literários, pois está centrada na mensagem em si, e preocupa-se mais com o modo de retratá-la do que com o conteúdo apresentado. As estruturas utilizadas e as palavras combinadas são minuciosamente calculadas para dar beleza à mensagem. A linguagem utilizada é figurada e conotativa. Ex:

"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer."
Luis de Camões

Função Referencial ou Denotativa

Esta função está basicamente centrada no referente, ou seja, no tema na mensagem, narrando os fatos de forma clara, direta e objetiva, utilizando-se portanto, da linguagem denotativa. Há uma neutralidade e imparcialidade por parte do emissor,pois não pode emitir suas próprias opiniões, logo é escrita principalmente na terceira pessoa. É muito encontrada em artigos, textos científicos, notícias, jornais, etc. Ex:

"Hoje, terça-feira, 05/04/10, aconteceu um assalto na rua ..... da cidade ...... O crime evoluiu para um tiroteio entre bandidos e policiais, deixando duas pessoas feridas."

Função Metalinguística

Como costuma-se dizer, é a palavra falando de si mesma. Logo, esta função está ligada ao código utilizado para codificar a mensagem. É encontrado nas gramáticas,dicionários, definições, poemas falando sobre a arte de fazer poemas, desenhos de pessoas desenhando,etc. Ex:

"Palavra (nome feminino): unidade linguística dotada de sentido, constituída por fonemas organizados numa determinada ordem, que pertence a uma ou mais categorias sintáticas e que, na escrita, é delimitada por espaços brancos; termo, vocábulo."




segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ligações Químicas

Como já sabemos, grande parte dos elementos da tabela periódica são instáveis, ou seja,não possuem oito elétrons na camada de valência, exceto os gases nobres. Por esse motivo, eles estão sempre buscando a sua estabilidade, e isso faz com que eles atraiam-se uns aos outros objetivando completar a camada de valência.   Essa junção dos elementos é chamada de ligação química, e pode ser iônica ou covalente.

Ligações Iônicas

As ligações iônicas ocorrem com a transferência de elétrons de um elemento para outro, sempre do que possui menos elétrons na camada de valência para o que possui mais elétrons. É chamada de iônica porque forma íons (cátions e ânions) quando é formada. O produto final é chamado de composto iônico e apresenta algumas características próprias:
São sólidos à temperatura ambiente
Apresentam aspecto cristalino
Possuem elevados pontos de fusão e ebulição
Conduzem corrente elétrica quando fundidos ou dissolvidos na água

Para representar essas ligações, podem-se utilizar três métodos ou fórmulas:

Fórmula de Lewis, que indica os elétrons da camada de valência através de pontos

Íon Fórmula, que indica a carga de cada íon envolvido e sua proporção mínima

Fórmula Mínima, que indica a menor relação entre os íons dos átomos

Vamos entender como ocorre uma ligação iônica:

Os elementos dos grupos 1A, 2A e 3A sempre doam elétrons e os dos grupos 5A, 6A e 7A recebem elétrons, portanto a ligação ocorre ente um metal e um não metal. Selecionando os elementos envolvidos, representamos os seus elétrons da camada de valência. Ex:


Agora é só transferir os elétrons de um elemento para outro


Por fim, representa-se numericamente a equação


O cátion sempre vem primeiro e o símbolo + indica que ele perdeu um elétron, e - que ele ganhou um elétron.
Porém, nessa ligação só pode ocorrer a transferência total de elétrons, portanto se um elemento não necessita de todos os elétrons que o outro tem a oferecer, são usados outros átomos do mesmo. Ex:


O símbolo +2 indica que ele perdeu dois elétrons, o - indica que o bromo ganhou um elétron em cada átomo e o 2 sob o símbolo de bromo indica que dois átomos do mesmo foram utilizados.

Ligações Covalentes

Nessas ligações não ocorre a transferência de elétrons, mas o seu compartilhamento,onde os elétrons ficam lado a lado. Os componentes covalentes também possuem características próprias:
Podem existir nos estados sólido, líquido e gasoso à temperatura ambiente
Possuem ponto de fusão e ebulição variáveis
Normalmente, não são condutores de eletricidade 

Para representar essas ligações, podem-se utilizar três métodos ou fórmulas:

Fórmula Molecular, que indica a quantidade de átomos de cada elemento da molécula

Fórmula de Lewis, que representa o modo como ocorre o compartilhamento através de pontos

Fórmula estrutural plana, que mostra a estrutura da ligação através de traços

Vamos entender como se dá uma ligação covalente:

Ela ocorre entre dois não metais, onde os do grupo 1A doam e os dos grupos 4A, 5A, 6A e 7A recebem. Selecionando também os elementos envolvidos, representamos os seus elétrons da camada de valência e colocar os que serão compartilhados lado a lado. lembrando-se que a intenção é completar oito elétrons em ambos os átomos.


Então é só traçar retas onde os átomos serão compartilhados


Representando numericamente essa ligação, temos o seguinte:


O número 2 abaixo do oxigênio significa que foram usados dois átomos do mesmo. Os números na parte superior não são utilizados como nas iônicas, pois não são formados íons.

Substâncias e Misturas

A matéria, ou seja, tudo o que nos envolve e está presente no mundo, ocupando um lugar no espaço, é composta por materiais, que podem ser classificados como substâncias ou misturas. 

Substâncias

Para fazer a diferenciação entre uma substância de uma mistura é preciso saber de uma de suas propriedades, os pontos de fusão e ebulição, ou seja, a temperatura em que determinado elemento evapora e se solidifica. Se esses pontos forem constantes, fixos, invariáveis, caracteriza uma substância.
As substâncias ainda se dividem em puras, simples e compostas.
As puras englobam todas as substâncias, pois são aquelas que possuem os pontos de fusão e ebulição fixos.
As simples são aquelas formadas em sua constituição por apenas um elemento, ex: O2, H2...
As compostas são as formadas por dois ou mais elementos em sua constituição, ex: H2O...

Misturas

Como já foi falado anteriormente, o que diferencia os materiais são os pontos de fusão e ebulição, portanto, nas misturas, as propriedades físicas variam,pois são formados por mais de um tipo de matéria (moléculas), apresentando apenas uma faixa aproximada de temperatura em que ocorrem a fusão e a ebulição.
As misturas podem ser homogêneas, heterogêneas, ou especiais (azeotrópicas e eutéticas).

As eutéticas são misturas de sólidos que se fundem à mesma temperatura (ponto de fusão comum).
As azeotrópicas são misturas de líquidos que evaporam á mesma temperatura (ponto de ebulição comum).
As homogêneas (soluções) apresentam um aspecto uniforme e mesmas propriedades em todos os seus pontos.
As heterogêneas apresentam um aspecto não uniforme e propriedades diferentes em relação à água.

Densidade

Em química, um dos conteúdos mais simples e fáceis é sobre a densidade dos objetos, mas muitos ainda apresentam dificuldade. Vamos relembrar a fórmula padrão dessa grandeza:

d = m/v

Onde, d=densidade, dada em g/L, g/mL ou g/cm3
m=massa, dada exclusivamente em gramas(g)
v=volume, dado em L, mL ou cm3

Sabendo disso, é só reunir as informações dadas na questão e aplicá-las na fórmula, fazendo transformações quando necessário. Vejamos:

Um bloco de metal tem volume de 200 mL e massa de 1729 g. Qual a densidade desse metal?

d = m/v
d = 1729/200
d = 8,96 g/mL

É importante observar a unidade do volume dado (L, mL ou cm3) para colocá-la corretamente na representação final da densidade (g/L, g/mL, g/cm3).

Também podem ser pedidos outros valores relacionados à densidade, a massa e o volume, mas isso só acontecerá se você já souber o valor da densidade. Então você pode pode aplicar na mesma fórmula anterior ou nas seguintes:

m = d x v
v = m/d

Mas aconselho a usar apenas a primeira fórmula, para não ter mais trabalho em decorar estas duas e acabar confundindo-se ou atrapalhando-se com elas. Lembrando que o resultado é o mesmo em ambos os casos. Ex:

Qual o volume de uma amostra de 1kg de um bloco de metal que possui densidade de 8,96 g/mL?
1kg = 1000g
d = m/v
8,96 = 1000/v
8,96v = 1000
v = 1000/8,96
v = 111,6 mL

Lembre-se sempre de observar se as unidades estão de acordo com o que é utilizado. Neste caso, por exemplo, foi necessário transformar a medida de quilogramas para gramas. Você poderia resolver essa questão usando a fórmula do volume:

v = m/d
v = 1000/8,96
v = 111,6 mL

O resultado foi o mesmo, cabe a você escolher qual método utilizará. Se tiver mais facilidade com as operações matemáticas fracionárias, prefira usar somente uma fórmula pra todos os problemas; já se tiver dificuldade na resolução destes através das regras matemáticas, prefira lembrar-se das três fórmulas, pois o resultado é obtido de forma mais simples.

Distribuição Eletrônica

Na disciplina de química, nós temos dois tipos de distribuição eletrônica dos elementos da tabela periódica, são elas em níveis e em subníveis. Elas são feitas de forma diferentes e são um pouco complexas, mas quando se aprende é difícil esquecer. Vamos à primeira delas:

Distribuição em Níveis ou Camadas

Os níveis eletrônicos correspondem às respectivas camadas que os elétrons ocupam ao redor do núcleo, na eletrosfera, e elas são em total de sete, sendo elas representadas pelas letras K, L, M, N, O, P e Q. Cada uma delas possui um número máximo de elétrons que pode abrigar. Vejamos:

K=2
L=8
M=18
N=32
O=32
P=18
Q=8

A minha dica é gravar a sequência dos números, assim ficará fácil associá-los a suas respectivas camadas, já que estas estão em ordem alfabética, portanto lembre-se: 2, 8, 18, 32, 32, 18, 8.
Quando começamos a distribuir os elétrons nessas camadas, colocamos em cada uma o número máximo até alcançar o total de elétrons, e o que sobrar é colocado na camada seguinte. Ex:

Mg (nº atômico = 12)
K=2
L=8
M=2

Nesse exemplo preenchemos a primeira camada com dois elétrons, e restaram dez. Colocamos oito na segunda, e restaram dois que foram colocados na terceira.

Mas existe algumas exceções, no caso das camadas M, N, O e P. 
Na M e P, que podem abrigar até 18 elétrons, só é permitido colocar estes 18 ou um número menor ou igual a 8. 
Nas N e O, que abrigam até 32 elétrons, só é permitido colocar estes 32, ou 18,ou um número menor ou igual a 8.
Vejamos um exemplo com o elemento Bismuto(Bi), de número atômico 63:

K=2
L=8
M=18
N=32
O=3

Nesse caso, o número de elétrons da camada O foi menor que 8, portanto é permitido colocá-los. Vejamos outro exemplo,agora com o elemento Chumbo(Pb) de número atômico 82:

K=2
L=8
M=18
N=32
O=18
P=4

Quando chegamos na camada N, restaram 22 elétrons para a próxima, mas como não é permitido colocar esta quantidade na camada O, colocamos a mais próxima possível, que foi 18, e assim restaram 4 elétrons, que foram colocados na camada seguinte.
Vamos para a próxima distribuição eletrônica:

Distribuição em Subníveis

Essa distribuição é mais extensa, pois corresponde aos subníveis em que as camadas K, L, M, N, O, P e Q se dividem. São eles em ordem: 1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 4s,3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s, 4f, 5d, 6p, 7s, 5f, 6d e 7p.
Logo, temos quatro tipos de subníveis: s, p, d e f. Assim como as camadas, eles também possuem um número máximo de elétrons que podem abrigar, sendo: s=2, p=6, d=10, f=14. Os números que vêm antes destes na distribuição (1s) equivalem à camada eletrônica da qual eles fazem parte.

No momento da distribuição o processo é o mesmo, coloca-se o número máximo de elétrons em um subnível e os restantes nos próximos até atingir o total do número atômico.
Então você se pergunta: Vou ter que saber toda essa ordem dos subníveis? Sim, você deve saber,pois nas provas e vestibulares eles não são dados e se você errar apenas um deles, a diferença é grande. Mas não se assuste, tenho uma maneira muito mais prática e fácil para aprender essa ordem sem precisar ficar decorando, é através de um desenho, isso mesmo, uma espécie de gráfico.

Primeiro, esboce o seguinte, com a prática você consegue se familiarizar:


Veja que você apenas colocou em ordem os subníveis e os alinhou lado a lado, lembrando que o "s" vai do 1 até o 7, o "p" vai do 2 ao 7, o "d" vai do 3 ao 6, e o "f" somente 4 e 5.
Depois de feito isso, comece a traçar a seguinte linha:


Note que você só passa por cima dos subníveis na "descida", e na "subida" você não passa por nenhum, e assim você vai traçando na diagonal, até completar todo o desenho e passar por todos os subníveis:


Sabendo fazer esse esboço, o restante é muito fácil, basta observar no desenho a ordem em que a linha passa pelos subníveis. Vamos fazer a distribuição do elemento Cálcio(Ca) de número atômico 20:

1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2

Fomos preenchendo com o número máximo dos subníveis até completarmos o total de 20. Da mesma forma acontece quando o número de elétrons restantes não é suficiente para completar a última, pois nessa distribuição não há exceções, como na de camadas. Veja o elemento Ferro(Fe) de número atômico 26:

1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2, 3d6

Neste caso, os elétrons restantes para o último subnível foram 6, que podem ser colocados sem problemas no subnível d, que suporta até 10 elétrons, o que não se pode fazer é colocar mais que 10.

E assim estão prontas as distribuição eletrônicas. Espero ter ajudado, e se possível logo colocarei um vídeo explicativo sobre esses assunto.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Célula 3D

Vou mostrar para vocês agora o meu projeto de ciências, na verdade de biologia. O meu professor, assim como muitos, costumam solicitar a construção de uma célula para compreender melhor as suas organelas e funções. Então eu caprichei na minha unidade tridimensional (até porque a mais bonita ganharia pontos extras). Então estão aí todos os detalhes.

Aqui é o trabalho completo


Estes são os cloroplastos (presentes somente nas células vegetais,portanto esta é uma célula mista, com organelas animais e vegetais). Foram feitos de biscuit, tanto a membrana quanto as lamelas e tilacoides e preenchidos por gel transparente.


Essa é a mitocôndria, fiz um total de duas na célula, também com biscuit e preenchida com gel.


Aqui está uma parte da membrana celular, que eu coloquei ao redor de toda a célula. A parte de lipídios fiz com EVA (regiões apolares) e palitos de fósforos (regiões polares) e as proteínas com massa de modelar (fixei-as com um palito de dente no isopor para não caírem quando secar).


Este é o complexo de Golgi, feito de EVA, fiz vários arcos em tamanhos diferentes e uni-os pelo centro com cola quente.


Agora as menores organelas, para fazer os peroxissomos (vermelhos) e lisossomos (verdes) usei pequenas bolas de isopor partidas ao meio e preenchi com bolinhas comestíveis de sagu, que são vendidas no supermercado. Já para os ribossomos (roxo e laranja) usei apenas papel de seda  com as duas cores diferentes para representar as suas duas partes distintas.


Este é retículo endoplasmático liso, feito somente de EVA laranja que colei em forma de dobras sobre o isopor com cola quente, lembrando que deve estar ao redor do núcleo e unido ao retículo rugoso.


Aqui está o retículo endoplasmático rugoso, também feito com EVA colado no isopor em forma de dobras e em tamanhos diferentes, e aderidos a ele vários ribossomos, iguais aos mostrados anteriormente.


Estes são os centríolos, fiz eles com canudos, nove trios unidos por pedacinhos de palito de fósforo pintados. Essa realmente foi a organela que exigiu mais trabalho.


Por fim, este é núcleo. Usei uma bola de isopor oca para fazê-lo, fiz vários furos na parte superior da bola (representando os poros da carioteca) e dentro coloquei gel e papel filme (para dar volume e poupar o gel), barbante como a cromatina e uma bolinha como nucléolo.


Espero ter ajudado nas sugestões para a célula, mas de uma coisa eu tenho certeza: interagir com o conteúdo estudado facilita e muito na sua compreensão!!