Em geral, a crônica é um texto como qualquer outro em prosa, porém mais curto e objetivo, tratando de fatos e ocorrências do dia-a-dia. Existem inúmeros gêneros de crônicas, jornalística, descritiva, opinativa, dissertativa, argumentativa, narrativa, etc., atendendo a sua finalidade. A produção textual a seguir parte da frase de Robert M. Pirsigo: "Quando uma pessoa sofre um delírio, chama-se loucura. Quando muitas pessoas sofrem um delírio, isso se chama religião." Tecendo a minha opinião a respeito desse tema, e obedecendo às características da crônica, escrita em primeira pessoa, obtive o seguinte resultado:
Religião versus Alienação
A visão que se tem hoje por parte da maioria das pessoas a respeito da religião é quase sempre associada à alienação. De fato, isso é uma realidade na maioria das instituições religiosas. Seus representantes escolhem e definem as suas próprias teses e "verdades", tentando introduzí-las a qualquer custo na mente dos fiéis.
Mas se a Bíblia é uma só e todos acreditam no mesmo Deus, por que existem tantas religiões? É justamente a resposta a essa pergunta que pode diferenciar as crenças racionais da subordinação. É simples: cada denominação procura na palavra considerada santa, aquilo que lhe agrada e atende a seus próprios interesses, e trata de encobrir o que não lhe satisfaz.
Dessa maneira, as doutrinas e teses são diferentemente apresentadas em cada lugar, e os encarregados de fazê-lo necessitam dominar a técnica de convencimento do seu público. A forma como estes mostram as suas crenças, mesmo que saibam não ser verdadeiras, é muitas vezes capaz de conquistar inúmeras pessoas.
Assim, praticamente cegas, as pessoas se esquecem de abrir a mente e analisar fielmente as Escrituras. Se simplesmente fosse dedicado tempo para a sua leitura, certamente a fé seria racionalmente desenvolvida, pois as informações são claras por demais.
Quando essa prática for adotada, dificilmente existirá tal alienação, pois todos acreditariam e viveriam nos mesmos princípios, sem tendências a priorizar os interesses egoístas alheios. Mas ainda assim, tudo dependeria unicamente da fé, a convicção daquilo que não se vê, apenas se sente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário